Olá pessoal, vocês já ouviram falar sobre o novo gênero literário chamado Sick-lit? A primeira vez que ouvi algo sobre ele foi no início de 2013 e ele já deu muito o que falar na blogosfera.
O termo Sick-lit significa, traduzindo de forma literal, "literatura doentia ou enferma", sendo derivado do famosíssimo gênero literário Chick-lit, popularmente conhecido como "literatura de mulherzinha", um rótulo bem depreciativo a meu ver com o qual não concordo.
Pois bem, o Sick-lit se tornou polêmico em razão dos diversos livros que foram lançados para adolescentes e que ficaram no topo de vendas esse ano e que abordam temas muito pesados como anorexia, depressão, suicídio, câncer, automutilação, etc.
Os especialistas começaram a ficar preocupados considerando a possibilidade dos jovens serem influenciados por essas leituras e adotarem os comportamentos doentios dos personagens. Será que isso seria realmente possível de acontecer? Até que ponto os livros podem influenciar nossas vidas e nossas atitudes?
Ok, está certo, os jovens são mais suscetíveis a serem influenciados já que muitas vezes ainda não possuem uma opinião formada sobre determinado assunto ou então por estarem vulneráveis em razão da delicada fase pela qual passam. Todos sabem, não é fácil ser adolescente. Não é fácil enfrentar problemas como o bullying, o primeiro amor, a primeira decepção, a incompreensão e a falta de diálogo com os pais, etc. Mas até que ponto estaríamos criando uma sociedade de adolescentes doentes por estarmos expondo-os a leituras densas, complexas e tristes?
O que vocês acham sobre isso?
Acho que esses mesmos questionamentos também são sempre levantados em relação aos jogos violentos. Eu sempre fui uma defensora deles dizendo que não acreditava que um estímulo violento vindo de um jogo/filme/livro fosse capaz de influenciar o comportamento humano. Confesso que depois que li A Síndrome E fiquei em dúvida e repensei minhas teorias.
Eu não sou mais jovem, já tenho quase 30 anos e não tenho como ter certeza de que os dilemas e os dramas vividos pelos adolescentes de hoje são iguais aos que eu vivi há anos. Mas li muitos dos livros citados nas reportagens como Sick-lits e posso dizer que os amei. Chorei muito? Sim. Fiquei um pouco depressiva depois que os li? Sim. Afetou completamente a minha vida a ponto de mudar minha maneira de ver o mundo? Sim, mas de uma forma positiva e não negativa. Mas essa sou eu, não posso responder pelos outros e, portanto, o dilema acerca dos Sick-lit permanece.
Abaixo seguem alguns dos livros citados nas reportagens rotulados como Sick-lits:

"Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de
Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele
conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o
entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o
desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as
descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as
festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado
dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do
protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção
esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa
vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que
não se sabe se real ou imaginário. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem
em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um
personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o
protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem
que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em
qualquer lugar do mundo."

"A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se
conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer:
Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga
revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters,
de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o
osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e
gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma
dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das
pessoas.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a
obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a
tragédia que é viver e amar."

"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma
instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses
naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que
sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de
lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito
promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa
negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que
aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos,
está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher,
porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da
felicidade, do amor e de ter esperança."

"August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é
uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e
complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de
verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo,
mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o
quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão
nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência
incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos,
com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue
captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de
todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e,
sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo
tipo de leitor."

"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais,
a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de
cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete
num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e
namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que
ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego.
Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um
tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e
mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de
moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em
quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que
sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E
nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do
outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história
de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço
necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."

"O ensino médio está prestes a acabar, mas ela tem medo de perder tudo o
que faz dela quem ela é. Até que seu grande segredo é descoberto…
Este romance conta a história de Hanna Best, uma líder popular
idolatrada e a estrela do ensino médio de sua escola. A turma existe por
causa de Hanna, e tudo gira em torno dela, mesmo com o apoio
incondicional das amigas Gilda, Olivia, Sheila e Patrícia, além de Alex,
seu namorado fofo, gentil e amoroso. Todos estão sempre lá para ajudar.
As amizades, o colégio e a rotina são sua referência e segurança no
mundo, mas essa vida está prestes a acabar com o fim do ensino médio, e
isso é apavorante para a jovem.
Porém as coisas começam a ruir bem antes, quando uma reviravolta revela o
profundo e chocante segredo de Hanna, que só Alex conhecia. E é somente
vencendo dores antigas e questões profundas que uma nova fase poderá
começar na vida de todos. Com uma história surpreendente, A turma fará
você se apaixonar por Hanna, e sentir na pele os dramas, sentimentos e
conflitos adolescentes da protagonista, em uma profunda e comovente
narrativa."

"Chega ao Brasil Branca como o leite, vermelha como o sangue, de
Alessandro D’Avenia, o romance sobre o ano mais intenso na vida de um
jovem, em que ele aprende a lidar com os próprios sentimentos e,
consequentemente, com seu amadurecimento. Leo é um garoto de dezesseis
anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de
motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na
escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que
você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele
tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está
terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si,
sangrar e renascer para a vida adulta que o espera. Um traço
interessante na narrativa de D’Avenia é a técnica de utilizar cores para
descrever os sentimentos e as sensações do menino Leo; por exemplo, o
branco, sinônimo de solidão e silêncio: “O silêncio é branco. Na
verdade, o branco é uma cor que não suporto: não tem limites. (...) Ou
melhor, o branco não é sequer uma cor. Não é nada, é como o silêncio.”
(p. 10) O leitor perceberá a transformação de um garoto com todas as
características da juventude – rebelde, egoísta, egocêntrico – numa
pessoa madura e responsável. Essa mudança começa a ser percebida quando
Leo deixa de jogar o jogo decisivo do campeonato de futebol para cuidar
de sua amiga doente. A convivência despertará nele o sentimento de
cumplicidade e do verdadeiro amor, promoverá o debate do que é realmente
o sonho e mostrará que, no crescimento emocional, é importante a
presença de um orientador, um mentor.Branca como o leite, vermelha como o
sangue não é apenas um romance de formação ou uma narrativa de um ano
de escola: é um texto corajoso que, por meio do monólogo de Leo – ora
descontraído e divertido, ora mais íntimo e atormentado –, conta o que
acontece no momento em que, na vida de um adolescente, irrompem o
sofrimento e o pesar, e o mundo dos adultos parece não ter nada a dizer."

"Gemma é uma adolescente normal esperando para pegar um voo no aeroporto
de Bangkok com seus pais. Ao se afastar, conhece o charmoso e envolvente
Ty, e nem imagina quais são suas reais intenções... Ele lhe oferece um
café em que coloca algum tipo de droga. Confusa, ela é sequestrada e
arrastada para o meio do deserto australiano. Ele a rouba para si,
depois de anos a observando, e ainda espera que ela o ame. Os dias se
passam e eles têm apenas um ao outro na imensidão vazia e escaldante do
deserto, e Gemma começa a entender e conhecer Ty. É aí que os limites
entre inimizade e compaixão vão ficando cada vez mais tênues..."

"Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao
mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate,
que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a
sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá
uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua
irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito
sobre seu próprio corpo."

"Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais
confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o
controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu
sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes
antes de morrer.
O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria
mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de
seus próprios corpos.
Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que
contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao
autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus
pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua
doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir.
Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus
fantasmas, e a morte de Cassie é um deles.
Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a
busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo
realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos
alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos."

"Tessa é uma menina de 16 anos que tem uma doença incurável. Diante de
seu imutável destino, ela organiza uma lista com o que gostaria de fazer
antes de sua morte e parte em busca de realizá-la: se apaixonar, ter a
primeira relação sexual, dirigir escondida, roubar coisas numa loja...
viver o tempo que resta. Um tema doloroso, passado com leveza e doçura,
em um texto verdadeiro e tocante, sem ser piegas."

“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o
perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High
Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas.
Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última
pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha
do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava
sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente
em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu
pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local.
Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com
isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira
para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”