
Oi, gente, aqui é a Laís! Todos vivos após a ceia de ontem? Desde
pequenininha, eu sempre amei me envolver com os festejos de dezembro: decoro a
casa inteira, escuto músicas temáticas e ainda escolho a dedo os enfeites para
a árvore de natal. É uma data tão linda que não dá a menor vontade de pensar
nos pepinos do dia-a-dia. Nós só queremos ficar com quem amamos, aproveitando
esse clima meio mágico ao nosso redor.
Agora, alguém já se perguntou como é a festa natalina nas histórias que mais amamos? O Recanto da Mi fez uma investigação completa e selecionou alguns natais literários divertidos e inspiradores para vocês:
J.K. Rowling conseguiu a façanha mais improvável da história da literatura: criou uma escola onde todo mundo adoraria passar o natal. Em dezembro, Hogwarts é cercada por mais de meio metro de neve e fica toda enfeitada com festões de azevinho e visco, além de árvores enormes no salão principal. Se a descrição já é de babar, fica ainda mais emocionante visitar o local através dos olhos de Harry Potter, que perdeu os pais ainda bebê e nunca teve um natal de verdade. O bruxinho não pôde ter o amor da família, mas recebeu muito carinho dos amigos, ganhou uma flauta de madeira do Guarda-Caça Hagrid (oin!) e ainda disputou uma guerra de bolas de neve com a família Weasley. Isso sem mencionar o presente misterioso que ganhou: uma linda capa da invisibilidade acompanhada de um bilhete anônimo que dizia “Seu pai deixou isto comigo antes de morrer. Está na hora de devolvê-la a você. Use-a bem. Um Natal muito Feliz para você”. Repleto de magia e mistério, o natal de Harry emocionou o mundo inteiro e fez gente de todas as idades querer ir para Hogwarts também.

Tem alguém aqui de saco cheio depois de tanto ouvir “e os
namoradinhos?” na ceia de natal? A Bridget Jones também passou por isso.
Durante anos, diga-se de passagem. Como se já não bastasse o interesse alheio
em sua vida amorosa, Bridget ainda recebeu presentes horrendos de amigo secreto
e teve a casa onde celebrava o natal invadida por um lunático. Parece cena de
comédia pastelão misturada com tragédia grega, mas acaba sendo uma das
passagens mais românticas de todos os chick-lits. Impossível não suspirar
quando o advogado Mark Darcy entra no meio de toda essa maluquice para colocar
ordem nas coisas... E para mostrar que, a qualquer momento, o amor pode
aparecer em sua vida.

No livro que foi o queridinho da blogosfera em 2013, Anna
finalmente chega em Atlanta nos Estados Unidos para as suas férias de natal. A
garota estuda em um colégio particular chiquérrimo na França, mas ainda se
ressente com a família por ter sido arrancada do convívio com os amigos e
enviada para estudar em outro país. Quando finalmente chega em casa, Anna
encontra uma melhor amiga muito diferente, a família no mais completo caos e o
seu quase-namorado se divertindo muito mais do que deveria. O natal parece
arruinado, mas Anna tem um novo colega de escola chamado St.Clair, que vai
passar todo o feriado em outra cidade, apoiando a mãe em um tratamento contra o
câncer. Anna e St.Clair têm uma química irresistível. E, juntos, os dois criam
um natal só deles através de mensagens instantâneas.
“É Natal e você está comendo cereal? Eu estou mentalmente te mandando um prato da minha casa. O peru está no forno, o molho sobre o fogão, e o purê de batatas e caçarolas estão sendo preparados enquanto eu digito isso. Espere. Eu aposto que você come pudim de pão e torta de carne ou alguma coisa, não é? Bem, eu estou mentalmente lhe enviando pudim de pão. O que quer que isso seja.”

Durante a Segunda Guerra Mundial, a jovem Liesel Memminger guarda
um segredo: os seus pais estão abrigando um judeu no porão de casa. Na noite de
natal, a menina se vê cansada de encontrá-lo sempre trancado, sem a chance de
ter qualquer comemoração e resolve levar o espírito natalino para o novo membro
de sua família. Liesel enche baldes com a neve que cai na Alemanha e todos se
reúnem para construir um boneco no meio do porão, ao som do velho acordeom
tocado pelo Papai. Uma comemoração proibida, perigosa, mas muito especial.

Desculpem, mas falar sobre a época natalina na literatura e
não mencionar o clássico de Charles Dickens é desonra para mim, minha vaca e
minha família. O conto mais famoso sobre o dia 24 de dezembro traz a história
do velho Scrooge, um senhor ranzinza e sovina que vive isolado e não se
interessa por qualquer tipo de comemoração. Na véspera de natal, quando toda a
cidade de Londres está às voltas com as compras e assados da Ceia, Scrooge
recebe a visita do seu ex-sócio, já falecido, que não consegue descansar em
paz, já que seu comportamento não era lá muito exemplar. O espírito alerta
Scrooge de que ainda há tempo para ele se arrepender. E, a partir de então, o
velhinho chato e cruel vive uma experiência inesquecível que o ensina sobre o
verdadeiro significado do natal. O livro foi impresso em várias edições e
algumas são bem baratinhas para dar de presente. Também vale a pena assistir a
uma das 74567463586 adaptações cinematográficas da história.

A Saga de C.S. Lewis consagrou a frase “Sempre inverno,
nunca natal”. Os irmãos Lúcia, Suzana, Pedro e Edmundo entram na terra mágica
de Nárnia, que vive sob um rigoroso inverno há bastante tempo. Enquanto as
crianças tentam cumprir sua missão, elas são surpreendidas pelo “Bom velhinho”
em pessoa, que ressurge inesperadamente para ajudá-las com armas e remédios
para as suas feridas. Pela primeira vez, vi o Papai Noel ser útil em alguma
coisa, já que eu prefiro um antibiótico que salve minha vida a um Xbox ou outro
videogame qualquer.
***
É isso, pessoal. Espero que tenham gostado de entrar um
pouquinho no universo dos livros e reencontrar personagens tão queridos em
clima natalino. O Recanto da Mi aproveita para desejar um excelente feriado e
que vocês possam sair para festejar com uma certeza no coração: ainda que haja
inverno, guerras ou perdas, tudo pode acontecer numa noite de natal. A mágica
vive, afinal, enquanto estivermos dispostos a celebrar a vida e o amor ao
maravilhoso.











Oi Lais!
ResponderExcluirAmei o post! Muito diferente de tudo que já vi! Parabéns!
Bjo bjo^^
Ei Laís!
ResponderExcluirAqui como foi tranquilo, estamos bem descansados.
Adorei a retrospectiva dos personagens durante o Natal, ficou muito interessante, mesmo por, tinha alguns que nem lembrava.
Obrigada por sua dedicação durante o ano inteiro.
FELIZ NATAL!
“Não esqueça que Natal não é do Papai Noel tão pouco para ganhar presentes materiais, mas é a data que recebemos o melhor presente para nossa existência, Jesus!” (Rogério Stankewski)
cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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Oi Lais, tudo bem!
ResponderExcluirUm Feliz Natal para todos vocês do Recanto da Mi.
Adorei o post que me levou a recordar tão lindos e emocionantes momentos da comemoração de Natal em obras que são mais do conhecidas e amadas pelos amantes dos livros.
"O maior presente de natal que podemos receber é a imagem da alegria refletida no fundo dos olhos daqueles que amamos." (Luis Alves)
Beijos
Oie!
ResponderExcluirEu não sou muito fã da data, fico meio deprê não sei porque, mas neste ano me animei, porque coloquei na cabeça que quando chegasse essa data seria porque eu teria me livrado de um pepino gigante... então COMEmorei muito haha
Muito interessante este post, eu nunca havia parado para pensar sobre os Natais dos livros...
Os que mais achei interessantes foram o da Bridget e da Anna e o Beijo Francês. Bem diferentes!!
bjs