Sinopse: "Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas."
Camille Preaker é uma jornalista na casa dos seus 30
anos, que trabalha em um jornal decadente de Chicago. Ela estava focada em uma matéria
quando o seu chefe, Frank Curry, lhe chama em sua sala para uma conversa. A
mulher cria suposições sobre as mais diversas situações em que o chefe poderia querer
debater com ela, como qualquer pessoa que tenha mente fértil e ansiosa, mas
nenhuma chega perto da realidade.
Curry deseja que Camille retorne a sua cidade natal, Wind
Gap, localizada no Missouri. Há algum tempo, uma menina havia sido assassinada na
região e agora outra havia desaparecido misteriosamente, e o editor decidiu
incumbir Camille de cobrir essa fatalidade, objetivando uma publicação exclusiva.
Receosa, Camille se vê obrigada a aceitar a tarefa, pois
seus últimos trabalhos não foram nada bons e Curry estava apostando todas as
suas fichas nela. Porém, a última coisa que a jornalista deseja é voltar a
Wind Gap.
Quando tinha treze anos, a irmã mais nova de Camille, Marian, morreu, e isso acabou com a vida de sua mãe. Adora nunca foi uma boa mãe para Camille, mas após a morte de sua caçula, as coisas não poderiam ter ficado piores. Camille, desolada com a perda, passou a se cortar, arranhando palavras por todo o seu corpo como uma forma de aliviar a sua dor.
Quando tinha treze anos, a irmã mais nova de Camille, Marian, morreu, e isso acabou com a vida de sua mãe. Adora nunca foi uma boa mãe para Camille, mas após a morte de sua caçula, as coisas não poderiam ter ficado piores. Camille, desolada com a perda, passou a se cortar, arranhando palavras por todo o seu corpo como uma forma de aliviar a sua dor.
Faz pouco tempo que ela deixou uma clínica psiquiátrica onde
se tratou e conseguiu controlar o seu problema, mas tem medo de que o regresso à
cidade faça com que tudo recomece. Sem condições de se
hospedar em um hotel, Camille precisa passar o tempo em que está por lá dormindo na casa da mãe, na companhia de sua meia-irmã Amma, uma desconhecida na sua
vida, e o padrasto, Alan.
Camille inicia seus afazeres elaborando perguntas aos policiais
e às equipes de busca que se empenham para encontrar a menina desaparecida,
Nathalie. A jornalista busca compreender se há alguma relação entre o caso de Nathalie e a jovem
que foi localizada morta meses antes, Ann. Camille também deseja saber se há
indícios por trás do crime que apontem para o verdadeiro culpado, o que seria
excelente para a sua matéria e para resolver o caso, é claro.
Porém, a polícia local não sabe de nada. Tanto que
precisaram do reforço de um detetive de Kansas City para colaborar na investigação.
Richard Willis não é o melhor detetive do mundo, mas esse é seu primeiro caso
grande e ele quer impressionar. Não demora para Camille encontrar em Willis um
aliado, ajudando-o a entender as mentes de Wind Gap enquanto ele lhe dá, em
troca, declarações para a sua reportagem.
Infelizmente, pouco tempo após o retorno de Camille à localidade,
o corpo de Nathalie é descoberto em um beco na rua principal da cidade. As
condições do cadáver são praticamente idênticas às de Ann. Nathalie havia sido
estrangulada e todos os seus dentes arrancados, e o mais curioso é que não
havia indicativo de abuso sexual, o que é incomum nesse tipo de assassinato.
Agora, mais do que nunca, Camille precisa terminar o seu texto antes que os holofotes caiam sobre Wind Gap. O destaque para seu jornal pode vir a
ajudar, e muito, a sua carreira. Quando o irmão de
Nathalie é apontado como suspeito dos crimes, ela se vê tentando provar a
inocência do rapaz enquanto tenta desvendar quem é o verdadeiro culpado por
trás daquelas mortes.
Além disso tudo, como se não fosse o suficiente, Camille
precisa lidar com a mãe atrapalhando seus planos e tentar se aproximar da
meia-irmã, pois mesmo elas sendo distantes, Camille sente a necessidade de
protegê-la das garras de Adora.
Mas será que Camille conseguirá aguentar tamanha pressão? E
se o assassino for alguém que ela conhece, qual seria a sua reação? E o mais
importante, conseguiria ela sobreviver aos tormentos do passado durante o tempo em que vive
na cidade que quase consumiu a sua vida?
***
Eu não li Garota Exemplar, mas assisti ao filme e gostei
muito. Quando descobri sobre o lançamento de Objetos Cortantes, tratei de
solicitá-lo e me jogar nessa história.
Como esse é o livro de estreia de Gillian Flynn, sua escrita
não é aquela maravilha que ouvi falar, mas isso é
compreensível. Entretanto, achei que mesmo sendo a sua primeira obra, a autora soube
desenvolver muito bem o enredo, construindo uma história tensa. Além disso,
Gillian não tem medo de chocar o leitor e abusa de temas pesados e polêmicos,
como a própria automutilação da protagonista.
Camille foi uma excelente personagem principal. Ela não se deixa
abalar por pouco e é determinada para fazer o possível e o impossível para tornar
real o que ela crê ser o certo. Sua carga emocional é enorme e, mesmo assim,
ela consegue seguir e encarar o mundo de frente, como se nada mais pudesse
atingi-la, apesar de abusar um pouco das bebidas, dos palavrões e das
insinuações sexuais.
Amma também foi muito bem desenvolvida. A
garota tinha dupla personalidade, uma que usava só com a mãe, de menina doce,
meiga e completamente amável, e outra que mostrava para o resto da cidade, de vadia,
arrogante e cruel. Achei Amma a personagem mais controversa do livro. Gillian
soube usar cada nuance dela para nos contar sua história, e isso ficou
sensacional.
Agora, falemos de Adora. O ódio que senti por ela é imensurável.
Não sei como Camille conseguia aguentar tamanha prepotência e arrogância por
parte da mãe sem enchê-la de desaforos. Se formos pensar bem, tal falta de reação é até
justificável, já que Adora sempre foi o seu ponto fraco. Adora é a personificação de
tudo que existe de ruim em alguém. Ela não é mãe, é um monstro que se
preocupa apenas em se satisfazer e Amma está se tornando cada vez mais como ela.
Há uma enorme quantidade de personagens na trama, mas poucos
são realmente relevantes para a história. Gillian até começou a desenvolver um
romance entre Willis e Camille, entretanto, não o levou para frente. Camille tem
traumas e não gosta de ser tocada, principalmente pelas cicatrizes em seu
corpo. Isso não quer dizer que ela não deseje ser acariciada. Essa fragilidade
pode parecer irritante, mas no fundo, demonstra que embaixo da carcaça dura que
ostenta, Camille é humana e frágil.
Sobre o desfecho da obra, eu preciso dizer que me
decepcionei um pouco. Gillian conseguiu elaborar um final convincente e depois
que todas as provas são apresentadas, percebemos que tudo faz sentido. O
problema é que ela foi um pouco previsível e eu descobri quem era o assassino
antes da metade do livro e isso acabou sendo frustrante para mim, mesmo que tenha
me deixado com a sensação de que sou do CSI.
Objetos Cortantes pode não ter sido a minha melhor leitura
do mês, mas com certeza foi uma excelente distração. Também pode não ter
ganhado cinco corações, porém entrou para a minha lista de favoritos e fiquei
muito feliz de ter o meu livro físico em mãos. Vale a pena ler o primeiro
trabalho de Gillian!
Objetos Cortantes - Gillian Flynn
Editora Intrínseca
254 páginas
Comprar: Saraiva











Camille é uma personagem que terá que confrontar seus dramas, traumas e medo retornando a sua cidade como repórter para desvendar alguns crimes,que podem estar indiretamente associados a sua família,talvez a seu irmão a quem tentará ajudar provar a inocência ,gostei de saber que Anna ,a filha de seu padrasto é uma personagem controversa.Saber que Adora,a mãe é um monstro é horrível.Pena que se decepcionou um pouco com o desfecho,já que ele foi pouco previsível.
ResponderExcluirBom ainda não li nenhum livro da Gillian Flynn, mas pretendo ler Garota Exemplar e Objetos Cortantes.
ResponderExcluirAdorei sua resenha e fiquei super curiosa para ler o livro, parece ser ótimo.
Eu ainda não li nenhum livro da Gillian Flynn e também nem vi Garota Exemplar,mas agora fiquei curiosa com essa resenha,não leio muito livro policial e etc,mas gostei da resenha,beijos!
ResponderExcluireu tenho uma relação de amor e ódio com a flynn eu li uma garota exemplar e adorei, mas não tive coragem de assistir o filme a história é muito pesada, mas apesar disso fiquei louca ler o objetos cortantes e o mais impressionante é que é o romance de estreia dela!
ResponderExcluirOi!
ResponderExcluirAinda não li nenhum livros da Gillian Flynn mas sempre tive muita curiosa sobre sua escrita já que vejo todo mundo comentando e gostei muito dessa historia e do modo como a autora constrói a Camille que me deixou muito curiosa para saber mais sobre sua historia !!!
Leo!
ResponderExcluirBom ver você por aqui também...
Menino! Estou com esse livro aqui para leitura, porém não tive oportunidade ainda...
Assisti A garota exemplar e não gostei do final, mesmo tendo entendido.
Será que aqui será assim também.
Valeu pela análise detalhada.
Desejo uma ótima semana, cheia de luz e paz!
“A alegria evita mil males e prolonga a vida.”(William Shakespeare)
cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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Ainda nãao li nenhum da Flynn, mas gostei da premissa de todos. Essa é a primeira resenha de Objetos cortantes que leio e gostei sim, e acho que é complicado livros policiais justamente porque nem todas as provas e finais nos agradam. Na maioria das vezes, sempre acho os finais chatos kkk então leio bem poucos policiais, apesar de gostar bastante.
ResponderExcluirQuero ler esse sim, porém, acho que primeiro lerei o tão falado Garota exemplar.
bjs
Olá!!
ResponderExcluirObjetos cortantes – Gillian Flynn
É a primeira resenha que leio sobre este livro e gostei bastante da premissa, adoro suspense. A capa atual é muito linda tbm. Confesso que não li Garota exemplar, mas assisti ao filme e gostei bastante eu definitivamente, preciso ler esse livro! Parabéns pela resenha, me deixou bem curiosa com a historia.
Abraço e sucesso.
Oi Leo, tudo bem?
ResponderExcluirGostei bastante da sua resenha. Eu tentei ler "Garota Exemplar", mas não funcionou comigo e acabei abandonando, e apesar de ter gravado o filme, ainda não tive paciência para ler. Já li resenha com diferentes opiniões sobre "Objetos Cortantes" e ainda não sei se dou ou não uma chance para ele... gosto de histórias que chocam e personagens bem construídos, mas não sei se irei gostar... bom, só lendo para saber, não é mesmo!? Haha, ri com a parte "me senti um CSI", pena que o livro seja um pouco previsível, mas enfim... as vezes acontece.
Beijinhos,
Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?