Escrever uma história não é
fácil. As pessoas podem pensar que o escritor recebe uma inspiração
transcendental, que facilita o processo. Mas não. Para mim, é muito mais
esforço, dedicação, pesquisas, planejamento, do que inspiração propriamente, o
que também é essencial, claro. Uma história não nasce do nada, por geração
espontânea. Não para mim, pelo menos. Eu me organizo para escrever, seja um
artigo ou meus romances. O enredo é estruturado, trabalhado em minúcias, e só
assim me sinto preparada para, enfim, pôr a mão na massa.
Escrevo desde os onze anos, por diversão. Estudei Jornalismo para aprimorar meu texto. E só me senti confortável para submeter meus escritos à apreciação de uma editora há pouquíssimo tempo, depois de finalizar SIMPLESMENTE ANA. Nunca pensei que a história cairia tão rápido no gosto do editor que a recebeu junto a centenas de outras, escritas por pessoas como eu, que se expressam por meio das palavras e desejam ser lidas.
Em certa ocasião, ele chegou a escrever num site sobre livros:
“Fico feliz e orgulhoso de saber que aqueles originais que chegaram às minhas mãos entre centenas, talvez milhares de outros, escondiam uma jovem escritora brasileira de muito potencial.” – Odir Cunha
Esse reconhecimento me faz acreditar que não escrevo em vão, que, para algumas pessoas, meus textos são legais, interessantes, “líveis”. Essa é toda motivação de que preciso para prosseguir, para criar mais e mais formas de me expressar e entreter os leitores.
Em dois anos de carreira, posso me sentir privilegiada. Recebo tanto carinho de fãs, entusiastas da minha escrita, que chego a me questionar se tudo é realidade ou se ando vivendo num sonho eterno. Por isso sou tão grata, de verdade.
Por meus leitores, escrevi as duas continuações da série “Ana”. Toda a energia que eu precisava para alongar uma história que, a princípio, acabaria no primeiro livro, veio deles. Se DE REPENTE, ANA foi um desafio e tanto, afinal, eu precisava complicar a vida da minha protagonista, já ajeitada no fim de SA, para encontrar um mote para o enredo, ELENA representa minha superação de barreiras.
Eu tive que me reinventar para desenvolver a história da filha da princesa Ana, uma vez que resolvi sair um pouco do meu conforto, ou seja, todo o drama que evitei nos outros livros está presente neste. ELENA é intenso, problemático, cheio de personagens conflituosos em busca de redenção. Deu trabalho, viu? Mas eu curti cada momento, cada palavra usada no texto.
Por sorte, contei com ajudas preciosas: minha amiga (e eterna alfa) Glauciane, além da querida Mirelle Candeloro, que, dessa vez, participou de todo o processo, desde as discussões para calibrar o enredo, até o acompanhamento da escrita da história. Não fossem suas opiniões valiosas, talvez eu não tivesse superado o grande desafio – e o medo de não conseguir encontrar o tom da obra.
Assim, a ansiedade é natural. O livro está pronto, no jeito de chegar às mãos dos leitores. Hora de encarar o resultado de tanto trabalho.
Hoje consigo lidar bem com as críticas. Filtro as opiniões bem sustentadas e é por elas que calibro meu estilo. O que não se respalda por argumentos bem construídos é descartado. Não sofro. Aprendi com o titio Nicholas (Sparks). :)
O motivo do meu desapontamento, mencionado lá no primeiro parágrafo, é outro. Não vou usar meias-palavras. A verdade é que existem pessoas interessadas em destruir um trabalho sério por puro prazer. No auge da minha alegria pela repercussão da divulgação da capa de ELENA, fui obrigada a conviver com falsas especulações, de gente tão desinformada que não sabe nem distinguir opinião de calúnia – o que é passível de medidas legais, inclusive.
Não escondo: fiquei ferida, sim. Numa terra onde a pirataria é justificada por uma legião que acredita que ler pdf de livro não é crime, não estranho ser acusada levianamente de plágio. Sim. Plágio. Devo ou não me sentir ultrajada? Felizmente os fatos estão a meu favor. E a palavra de uma advogada resolveu a questão. Fim de papo.
Minha alegria é a certeza de que faço tudo com seriedade. Ah, e claro: o apoio e a confiança dos leitores fazem toda a diferença.
Antes de terminar, quero deixar registrado: NINGUÉM é obrigado a gostar do trabalho das pessoas. Críticas negativas são bem-vindas. Alegar falsidades que é imperdoável. Isso é crime.
Espero não ter cansado vocês com esse primeiro texto para a coluna no blog Recanto da Mi, que tão gentilmente me convidou para fazer parte desse trabalho tão bacana que ela faz em prol da literatura.
Escreverei sempre por aqui e adianto: não sou de amenizar as coisas. Quando o gênero é artigo de opinião, realmente falo o que penso (mas sustento com dados e fatos).
Deixo aqui o meu abraço e os agradecimentos pela oportunidade de me expressar. Tomara que tenham gostado.
Até a próxima!
Escrevo desde os onze anos, por diversão. Estudei Jornalismo para aprimorar meu texto. E só me senti confortável para submeter meus escritos à apreciação de uma editora há pouquíssimo tempo, depois de finalizar SIMPLESMENTE ANA. Nunca pensei que a história cairia tão rápido no gosto do editor que a recebeu junto a centenas de outras, escritas por pessoas como eu, que se expressam por meio das palavras e desejam ser lidas.
Em certa ocasião, ele chegou a escrever num site sobre livros:
“Fico feliz e orgulhoso de saber que aqueles originais que chegaram às minhas mãos entre centenas, talvez milhares de outros, escondiam uma jovem escritora brasileira de muito potencial.” – Odir Cunha
Esse reconhecimento me faz acreditar que não escrevo em vão, que, para algumas pessoas, meus textos são legais, interessantes, “líveis”. Essa é toda motivação de que preciso para prosseguir, para criar mais e mais formas de me expressar e entreter os leitores.
Em dois anos de carreira, posso me sentir privilegiada. Recebo tanto carinho de fãs, entusiastas da minha escrita, que chego a me questionar se tudo é realidade ou se ando vivendo num sonho eterno. Por isso sou tão grata, de verdade.
Por meus leitores, escrevi as duas continuações da série “Ana”. Toda a energia que eu precisava para alongar uma história que, a princípio, acabaria no primeiro livro, veio deles. Se DE REPENTE, ANA foi um desafio e tanto, afinal, eu precisava complicar a vida da minha protagonista, já ajeitada no fim de SA, para encontrar um mote para o enredo, ELENA representa minha superação de barreiras.
Eu tive que me reinventar para desenvolver a história da filha da princesa Ana, uma vez que resolvi sair um pouco do meu conforto, ou seja, todo o drama que evitei nos outros livros está presente neste. ELENA é intenso, problemático, cheio de personagens conflituosos em busca de redenção. Deu trabalho, viu? Mas eu curti cada momento, cada palavra usada no texto.
Por sorte, contei com ajudas preciosas: minha amiga (e eterna alfa) Glauciane, além da querida Mirelle Candeloro, que, dessa vez, participou de todo o processo, desde as discussões para calibrar o enredo, até o acompanhamento da escrita da história. Não fossem suas opiniões valiosas, talvez eu não tivesse superado o grande desafio – e o medo de não conseguir encontrar o tom da obra.
Assim, a ansiedade é natural. O livro está pronto, no jeito de chegar às mãos dos leitores. Hora de encarar o resultado de tanto trabalho.
Hoje consigo lidar bem com as críticas. Filtro as opiniões bem sustentadas e é por elas que calibro meu estilo. O que não se respalda por argumentos bem construídos é descartado. Não sofro. Aprendi com o titio Nicholas (Sparks). :)
O motivo do meu desapontamento, mencionado lá no primeiro parágrafo, é outro. Não vou usar meias-palavras. A verdade é que existem pessoas interessadas em destruir um trabalho sério por puro prazer. No auge da minha alegria pela repercussão da divulgação da capa de ELENA, fui obrigada a conviver com falsas especulações, de gente tão desinformada que não sabe nem distinguir opinião de calúnia – o que é passível de medidas legais, inclusive.
Não escondo: fiquei ferida, sim. Numa terra onde a pirataria é justificada por uma legião que acredita que ler pdf de livro não é crime, não estranho ser acusada levianamente de plágio. Sim. Plágio. Devo ou não me sentir ultrajada? Felizmente os fatos estão a meu favor. E a palavra de uma advogada resolveu a questão. Fim de papo.
Minha alegria é a certeza de que faço tudo com seriedade. Ah, e claro: o apoio e a confiança dos leitores fazem toda a diferença.
Antes de terminar, quero deixar registrado: NINGUÉM é obrigado a gostar do trabalho das pessoas. Críticas negativas são bem-vindas. Alegar falsidades que é imperdoável. Isso é crime.
Espero não ter cansado vocês com esse primeiro texto para a coluna no blog Recanto da Mi, que tão gentilmente me convidou para fazer parte desse trabalho tão bacana que ela faz em prol da literatura.
Escreverei sempre por aqui e adianto: não sou de amenizar as coisas. Quando o gênero é artigo de opinião, realmente falo o que penso (mas sustento com dados e fatos).
Deixo aqui o meu abraço e os agradecimentos pela oportunidade de me expressar. Tomara que tenham gostado.
Até a próxima!












Ameeeei o texto, Marina!
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho incrível que vem humildemente nos presenteando! ♥
Estou adiando minha leitura do De repente, Ana!, justamente porque não quero que acabe, rsrs
but now, teremos a Elena!!! \o/
E relaxa, as críticas a acusações que vieram, são frutos do seu trabalho maravilhoso! Só é invejado aqueles que REALMENTE BRILHAM!!!
Beijão,
#SomosMarináticas <3
Primeiro dou os parabéns a Mi por ter convidado essa autora tão especial para dar sua opinião aqui.
ResponderExcluirAdorei o texto e o desabafo da Marina. Adoro o trabalho dela e acompanho tudo, além disso ela é sempre tão atenciosa e querida com os leitores.
Marina querida continue fazendo e sendo quem vc é, porque tenho certeza que tudo que vc merece chegará na hora certa. Deixe o recalcados de lado como vc já faz e continue deixando seus fãs / leitores felizes com suas lindas histórias!!!
Desejo muitos sucesso, paz, amor, saúde e carinho para vc viu!!!
Leituras, vida e paixões!!!!
Parabéns pela coluna, Marina! E para a Mirelle que cedeu esse espaço no blog. Vai ser ótimo acompanhar teus textos aqui, esse primeiro já ficou muito bom. Você é uma grande profissional, nós sabemos disso, não liga mesmo para essas mentiras sobre você e seu trabalho, e pode contar conosco no que precisar. ;)
ResponderExcluirAutor de A PÁGINA CERTA
www.laplacecavalcanti.com
adorei a capa, tem algo nela que acho chamativo, sensual na medida certa e também romântico ao mesmo tempo
ResponderExcluire que diva vc, tendo a colaboração da Marina, quem pode, pode
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/
Seja bem-vinda, Marina.
ResponderExcluirObrigada por nos presentear com novidades a respeito de "Elena".
Não vou puxar saco aqui, mas a verdade é sempre bem-vinda e você é uma das pessoas mais íntegras e humildes do meio literário que eu conheço.
Parabéns pelas suas obras, li todas, e agora é esperar para conhecer a filha da princesa.
Parabéns ao blog também, adorei.
Beijos.