Sinopse: "Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do
feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare.
Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa,
acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos
países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como
Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As
Peças Infernais."
ALERTA! Esta resenha pode conter spoilers das séries Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Leiam por sua conta e risco!
E chegou o tão esperado Bane, Alto feiticeiro do Brooklin,
para a nossa alegria. Não sei exatamente o que eu esperava de um livro com suas
crônicas, já que deixei para lê-las juntas quando a obra fosse lançada, mas
certamente foi diferente do que eu pensava.
O livro acompanha Bane desde muito antes dos acontecimentos
de As Peças Infernais e nos oferece a oportunidade de conhecer melhor a
personalidade, as motivações e experiências do feiticeiro previamente ao seu
envolvimento mais intenso com os nossos queridos Caçadores de Sombras. Por
outro lado, também nos permite observar os Nefilins sob o olhar dos seres do
submundo, entendendo o porquê de serem tão temidos e odiados.
Vou tentar fazer um breve resumo sobre o que vocês vão
encontrar em cada uma das crônicas que compõem o exemplar As Crônicas de Bane:
O que realmente aconteceu no Peru – Nesta
primeira crônica do volume, somos remetidos ao século XVIII para acompanhar um
Bane despreocupado e boêmio em inúmeras desventuras no país sul americano. Na
companhia dos amigos feiticeiros Ragnor Fell e Catarina Loss, Magnus se
embrenha em florestas, se aventura como pirata, viaja de tapete voador e, é
claro, tem bebedeiras memoráveis, além de um coração partido. O leitor acaba
descobrindo por que Ragnor Fell nunca mais foi muito afeito a viagens na
companhia de Magnus, e também se familiariza com o histórico de como o
feiticeiro Bane acabou sendo banido para sempre do Peru.
A Rainha Fugitiva
– Aqui nos deparamos com as desventuras de Magnus antes de sua ida ao Peru, ou por assim
dizer, como ele acabou indo se refugiar no Peru, afinal, o feiticeiro parece ser
um ímã para confusões. No caso, compreendemos como uma tentativa de fuga caótica
de Maria Antonieta, juntamente da família real de Paris; um clã de vampiros
aristocráticos e malvados que querem seus desejos atendidos; e um balão;
culminam num grande pandemônio. E esta é a história de como Bane acabou sendo expulso
de Paris.
Apesar dos toques de sensualidade e tiradas inteligentes, estas duas histórias apresentam um Bane muito imprudente, beirando o infantil, e
não me identifiquei muito com a escrita da Cassandra, para ser honesta com
vocês. O primeiro texto é bastante cômico, mas chegou a me deixar temerosa
sobre o que encontraria no restante do livro, mas as histórias foram melhorando
gradativamente, assim como a personalidade de Magnus, que se modifica ao longo
do livro.
Vampiros, Bolinhos e Edmund Herondale – Quando comecei a leitura
desta narrativa, respirei mais aliviada. É óbvio que o sobrenome no título fez seu
papel antecipando meu alívio, mas a história também se mostrou mais madura e
com mais personagens que nos são familiares. Este é o texto que nos brinda com
a história de como Magnus conheceu Camille Belcourt, a infame vampira que
aprendemos a amar e a detestar. Além disso, também damos de cara com um garoto
de cabelo “louro e de olhos azuis como o crepúsculo no paraíso” – segundo as
próprias palavras de Bane. Para quem precisa de uma ajudinha na memória, o
jovem Edmund Herondale é aquele que mais tarde se
tornaria pai do atormentado e irresistível Will, e pela história relatada, Will
teve a quem puxar. Ah Herondales...
A trama não versa exatamente sobre Edmund, mas sobre as
tentativas dos Nefilins e dos membros do submundo de redigir os acordos de paz
entre eles. Entretanto, me desculpem, eu realmente estava prestando mais
atenção em como os pais do Will se conheceram e sobre todo o sofrimento de
Edmund para tomar a decisão mais difícil de sua vida por amor. Ademais, podemos
vislumbrar a pequena Charlotte, ainda uma criancinha, e também conhecer os
antepassados que carregavam os sobrenomes que sabemos de cor: Morgenstern,
Fairchild, Herondale, De Quincey, entre outros.
O Herdeiro da
meia-noite – É focado em mais um
Herondale amaldiçoado para nossa lista de rebeldes desta linhagem por quem
suspiramos. Aqui, somos apresentados ao James, o filho de Tessa e Will, e recebemos a prova
de que o drama dos garotos Herondale é algo carregado no sangue. James está
extremamente deprimido e como todos os outros garotos da linhagem, esconde-se
atrás da máscara de arrogância e imprudência. Mas James eleva tudo isso a
décima potência e cabe a Magnus mantê-lo seguro até que consiga falar com os
pais do rapaz.
Não preciso dizer quem revemos neste conto, não é mesmo? Mais maduro, mas eternamente perfeito, Will = ). E sim, os Lightwood também entram na história e, para variar, complicam tudo. Fiquei morrendo de vontade de ler “The last hours” para saber mais detalhes dessa trama, especialmente sabendo que é baseada em As Grandes Esperanças, de Charles Dickens, assim como As Peças Infernais se baseou em Um conto de duas cidades, do mesmo autor. Lança logo, tia Cassandra!
Não preciso dizer quem revemos neste conto, não é mesmo? Mais maduro, mas eternamente perfeito, Will = ). E sim, os Lightwood também entram na história e, para variar, complicam tudo. Fiquei morrendo de vontade de ler “The last hours” para saber mais detalhes dessa trama, especialmente sabendo que é baseada em As Grandes Esperanças, de Charles Dickens, assim como As Peças Infernais se baseou em Um conto de duas cidades, do mesmo autor. Lança logo, tia Cassandra!
Ascensão do Hotel
Dumort – Esta e as próximas duas crônicas se passam em tempos diferentes,
mas possuem o luxuoso hotel como pano de fundo. A primeira narra os acontecimentos
que acabaram resultando no hotel como o local decrépito habitado pelo clã de
vampiros de Nova York que conhecemos em Instrumentos Mortais, mas fora isso,
não acrescentou muito às histórias do mundo das sombras em minha opinião. Temos
mais uma vez um Magnus fanfarrão burlando a Lei Seca dos Estados Unidos e
oferecendo festas intermináveis enquanto um feiticeiro enlouquecido busca
desesperadamente uma forma de ir para Pandemônio e humanos se afundam na grande
quebra da bolsa.
Salvando Raphael
Santiago – Foca-se no personagem que conhecemos como o vampiro líder do clã
de Nova York em Os Instrumentos Mortais e em como Magnus acabou salvando-o,
fato que tomamos conhecimento mesmo que sem muitos detalhes em Cidade do Fogo
Celestial. Eu nunca fui muito fã do Raphael, todavia, esse livro me fez mudar
um pouco a visão que tinha sobre ele. Raphael era apenas um menino de 15 anos
quando saiu de casa para caçar um monstro que aterrorizava sua vizinhança e
acabou se tornando um vampiro. O leitor conhece um Raphael corajoso, forte e
bravo, que se expõe ao limite do sofrimento por sua família, além de ser
detentor de um sarcasmo e língua afiada que o tornam encantador. Raphael
amadurece ao longo dos anos e acaba se mostrando um líder forte e recebendo o
reconhecimento que merece, apesar dos futuros desvios de caráter.
A queda do Hotel
Dumort – Este é um dos textos mais fortes em sua temática. Após longas
férias pelo mundo, Magnus retorna a Nova York para encontrar uma cidade
afundada em violência e mortes misteriosas. Camille é líder do clã dos vampiros
e apesar da crença de que vampiros não são suscetíveis a vícios, se eles beberem
do sangue de um humano drogado, esta se instala em seu organismo também. A
despeito de ter descoberto isto por acaso, Camille logo fica viciada e leva
todos os vampiros de seu clã a fazer o mesmo, causando a morte de inúmeros
mundanos, viciando-os no pó branco para após drená-los lentamente. Drogados,
os vampiros instauram o caos por onde passam, e Magnus se une aos licantropes tentando salvar os vampiros antes que a informação chegue ao Instituto e os
Nefilins deem conta do serviço do seu jeito.
O que comprar para o
caçador de sombras que já tem tudo – É uma história sobre Alec e Magnus.
Pausa para suspiros e nem sei se preciso escrever mais. É muito fofo ver o lado
de Magnus e o quanto ele se afeiçoou a Alec desde o começo. Eu que nunca fui
muito fã de Alec acabei gostando dele um pouco mais pelo Magnus, que busca o
presente ideal de aniversário para seu mais novo (e realmente recente)
interesse amoroso, enquanto um demônio invocado em sua sala decora o ambiente e
dá palpites furados. É realmente uma crônica muito bonitinha.
A última Batalha do
Instituto de NY – Se passa no ano de 1989 e, finalmente, temos a
oportunidade de assistir de camarote ao Círculo, liderado por Valentine, em
ação contra os membros do submundo da maior cidade do mundo. Lucian, Jocelyn,
Valentine, Stephen Herondale e o casal Lightwood, Robert e Marlise, ao lado dos
demais membros do grupo, estão atacando inúmeras cidades sem piedade e chegam à
cidade de Magnus para colocar suas crenças distorcidas em prática. Em um ataque
ao esconderijo licantrope, Magnus acaba conhecendo os membros do círculo quando
corre em defesa dos seus colegas do submundo. Mortes, traições e até mesmo
algumas ironias do destino são relatados nesta crônica que ficou entre as mais
interessantes do livro.
Ela é dividida em duas partes, e a segunda se passa após a Ascensão,
no ano de 1993, quando Jocelyn vai com a bebê Clary até Magnus pedir ajuda e
acaba conhecendo Tessa, que convence Magnus a ajudá-la, além de buscar Jem para
que auxilie no processo, conforme descobrimos ao longo dos livros de Os
Instrumentos Mortais.
Os rumos do amor
verdadeiro (os primeiros encontros) – Revela ao leitor como se deu o início
do SHIP favorito dos fãs de TMI: MALEC. Aqui vemos um Alec extremamente
atrapalhado e nervoso, além de atrasado para o primeiro encontro. Quem diria!
Todos sabemos que eles superam os problemas, mas, convenhamos que um garçom
fazendo de tudo para estragar o encontro, um ex enfurecido dando as caras e uma
caçada a uma licantrope descontrolada não é bem o pano de fundo ideal para a
primeira vez que você sai com seu amado. Mas eles são Magnus e Alec, e superam
tudo. Até mesmo...
O correio de voz de
Magnus Bane – Nos mostra detalhadamente as mensagens de voz acumuladas no
correio de voz do feiticeiro no período entre Cidade das Almas Perdidas e
Cidade do Fogo Celestial. Isabele, Alec, Jace, Clary, Simon e até mesmo,
pasmem, Marlise, deixam suas mensagens tentando reunir MALEC. Eu adorei esta parte
do livro, ficou muito original e nos faz entender melhor os dias que antecedem
o primeiro capítulo do último livro de Os Instrumentos Mortais.
***
Posso dizer para vocês que adorei As Crônicas de Bane. Para
quem não sabe, TMI e TDA são minhas séries favoritas, então, não teria como não
ter gostado dessa obra, apesar das ressalvas já citadas. É muito legal conhecer
o outro lado e as curiosidades sobre coisas mencionadas nos livros das duas
séries e descobrir outras particularidades bobas, mas legais, como por que o
Presidente Miau tem festas de aniversário, ou ver Ragnor Fell como um cara
jovem e espirituoso ao contrário do que eu o imaginava em TMI.
Foi muito gostoso reencontrar personagens tão queridos para
nós leitores e poder saber mais sobre eles. Eu acabei não tendo mais dúvidas de
que os Herondale são a linhagem de homens mais atormentados e atraentes que já
existiram na literatura moderna e é impossível não suspirar por todos eles. Até
porque, além de tudo, como Magnus muito bem colocou, “E o Anjo desceu do céu e
deu abdomes fantásticos a seus escolhidos”. Como resistir?
E eu preciso falar da apresentação do exemplar? A capa é tão
diva quanto o protagonista, mais uma vez contendo o efeito holográfico que é o
diferencial dos livros da saga. No início de cada crônica existe uma ilustração
na forma de tirinhas que relatam algum momento da história a ser contada. Elas
são muito divertidas, mas em minha opinião, seria melhor se elas estivessem ao
final de cada texto, pois aí o leitor estaria mais familiarizado com o
contexto da história. Eu tinha que ficar sempre voltando para a página ilustrada ao final
de cada relato para então entender do que se tratava. A diagramação do livro é
simples e as páginas amareladas são um padrão da série.
Se vocês são fãs de Os Instrumentos Mortais, não podem deixar
de ler este livro que já está em minha estante com o resto da coleção.
As Crônicas de Bane - Cassandra Clare
Volume 01 ao 10
Série Completa
Editora Galera
392 páginas
Comprar: Saraiva





392 páginas
Comprar: Saraiva
/https://skoob.s3.amazonaws.com/livros/413527/AS_CRONICAS_DE_BANE_1411488379B.jpg)










Acredita se eu disser que nunca li nada de Instrumentos Mortais? HEUEHEUEHU. Adorei a capa de As Crônicas de Brane, quem sabe eu leia em breve Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Deixa só surgir a vontade.
ResponderExcluirMayaia não acreditoo!!! Isso é um pecado! kkkkk Você precisa ler, e le primeiro As Peças Infernais, não tem como não amar. Depois me diz o que achou ;)
ExcluirBeijão!
Eu lembro de tu falando desse livro antes de sair, tenho certeza que me falasse dele. kkkkk
ResponderExcluirEsse universo da Cassandra Clare já acabou ou ela continua lançando novos livros dessas séries? Essas capas são muito massa.
Autor de A Página Certa
www.laplacecavalcanti.com
Sim Lapa eu estava desesperada para ele sair logo hahahaha. Tinham anunciado pra Bienal mas aí adiaram =(
ExcluirAmor, o universo da Cassandra acho que só acaba quando ela passar dessa pra uma melhor, porque ela já anunciou mais umas 4 séries baseada no mundo das sombras. Nós leitores apaixonados agradecemos =)
Beijocas!