E aí pessoal, vocês se recordam do livro A Espada de Kuromori, escrito por Jason Rohan? Para quem se lembra, fiz alguns posts especiais sobre a obra, abordando, inclusive, um pouco da mitologia japonesa tão mágica inserida na história. Vamos refrescar a memória?
Sinopse: "Aos 15 anos, Kenny Blackwood é um típico garoto da sua idade. Nascido na
Inglaterra e morando desde os oito nos Estados Unidos, Kenny Blackwood
vai a Tóquio para passar o verão com seu pai, um professor
universitário. Ao chegar no Japão, o garoto fica surpreso ao descobrir
um destino com o qual nunca sonhara. Ele é o único que pode deter uma
guerra secreta prestes a explodir. Correndo contra um prazo impossível,
Kenny precisa encontrar a lendária Espada do Céu e usá-la para evitar o
pior. Mas um bando de monstros terríveis quer impedi-lo e o sucesso terá
seu preço."
Resenha em vídeo AQUI.
No dia 15/12, seis Blogs e Canais Literários se juntaram, em parceria com a Editora Escarlate, para falar sobre o talentosíssimo Jason Rohan. Nos dividimos para fazer perguntas divertidas e exclusivas num Blog Tour, assim, a cada dia, vocês têm a oportunidade de visitar um Blog ou Canal diferente e conhecer um pouco mais sobre o autor.
Confiram os posts que já estão no ar nos seguintes Blogs e Canais: Papo de Estante, Bigode Literário e Cabine Literária.
Hoje chegou a minha vez de contar para vocês sobre as influências de um autor que começou trabalhando na Marvel Comics.
P.S. A tradução da entrevista foi feita por mim, peço desculpas por algum eventual erro.
Confiram:
MC: Sabe-se que você é um ex-roteirista da Marvel Comics.
Tenho curiosidade para saber maiores detalhes sobre como era o seu trabalho e o
que você fazia exatamente lá.
JR: Eu tive a imensa sorte de conseguir um lugar como estagiário editorial quando eu tinha 16 anos. Isso significa que eu comecei a trabalhar nos antigos escritórios da Marvel, na 387 Park Avenue South, como parte de uma equipe de estudantes do ensino médio que estavam interessados em quadrinhos e no mercado editorial.
As tarefas diárias eram basicamente administrativas, como atravessar as montanhas até chegar ao correio, fazer intermináveis fotocópias de roteiros e desenhos, entregar recados, buscar, transportar, etc. O gostoso era poder ver o trabalho fresquinho do talentoso time criativo e dar uma espiada nas edições futuras, mas também conversar e conviver com pessoas criativas.
Eu conheci John Byrne, Frank Miller, Dave Gibbons, Denny O'Neill e um monte de outras lendas dos quadrinhos, todos eles me deram conselhos e dicas. Eu lancei algumas ideias de histórias enquanto eu estava lá e Mark Gruenwald encomendou uma de duas partes da história do Capitão América de mim.
Olhando para trás, bem que poderia ter sido por pena, mas foi a minha primeira venda profissional e me deu o impulso para seguir em frente. Eu voltei como assistente editorial três anos mais tarde, trabalhando com Jim Salicrup nos livros do Homem-Aranha. Eu tinha que responder cartas, escrever textos, fazer alguns artigos para a Marvel Age e vendi mais algumas histórias, incluindo a Black Knight, uma desenhada por Dave Cockrum. Foram tempos felizes!
MC: Até que ponto suas experiências adquiridas anteriormente
na Marvel influenciaram ou incentivaram o seu trabalho como escritor?
JR: Minhas experiências na Marvel me deram um pontapé inicial enorme em termos de adquirir crença em mim mesmo e de ir atrás para aprender as habilidades e a disciplina necessária para escrever corretamente. A natureza visual da narrativa dos quadrinhos também influenciou no meu estilo de escrita, na medida em que tento escrever a história de modo que ela se desenrole na mente do leitor como se fosse um filme.
MC: Diversas vezes nas quais falei sobre seu livro e sua
história para amigos, percebi um certo desinteresse ou animosidade quando me
referia que a trama possuía os moldes de um anime shounen, porém, ao mencionar
que tinha sido escrito por um ex-roteirista da Marvel, fez com que a curiosidade
deles aflorasse, deixando-os interessados. Até que ponto você acha que este
fator pode ajudar ou atrapalhar na sua carreira como escritor?
JR: Isso é tão engraçado! Há alguns anos, ser ex-Marvel era ruim, já que muitas pessoas classificavam os quadrinhos como infantis e inferiores (diferentemente do que ocorre no Japão, pois ele são muito fãs de histórias em quadrinhos). Agora, no entanto, com a volta dos filmes de super-heróis, ser ex-Marvel se tornou, de repente, bom, e isto não é mais visto de maneira negativa, como você mesma percebeu. Se ao menos eu tivesse planejado desta maneira! Certamente os fãs de histórias de aventura vão adorar, e se eles ainda forem fãs de J-Pop, isso será um bônus.
MC: Notavelmente, você se tornou um entusiasta da cultura
japonesa, por acaso você teve o intuito de escrever sobre o tema, no seu
primeiro livro, como uma forma de difundir esse conhecimento e experiência de
vida peculiar com os demais ocidentais que desconhecem a riqueza das tradições
japonesas?
JR: Definitivamente. O Japão tem uma cultura tão maravilhosa e antiga, com tantas tradições, mas continua a ser largamente desconhecido para os ocidentais, o que é surpreendente, dada a extensão em que os produtos japoneses são parte integrante das nossas vidas. Eu queria restabelecer o equilíbrio da forma que desse, nem que fosse minimamente, introduzindo a cultura japonesa a um público mais vasto.
MC: Enquanto lia A Espada de Kuromori, tive a sensação de
estar vendo um filme de super-heróis, de tão bem trabalhadas e descritas as cenas
de ação ali contidas. A Espada de Kuromori já teve seus direitos adquiridos
para alguma adaptação cinematográfica ou televisiva? Se não, você gostaria que
tivesse? E se pudesse escolher, preferia que fosse produzido por americanos ou
japoneses? Terias alguma equipe ou elenco dos sonhos?
JR: É triste dizer, mas não houve interesse na compra dos direitos autorais para uma adaptação cinematográfica do livro ainda, mas isso certamente irá mudar se ele se tornar um bestseller internacional! A Espada de Kuromori vai ser lançado nos EUA em 2016, portanto, as negociações podem acontecer em seguida, mas eu não estou criando expectativas.
Gostaria muito de ver uma versão do livro no cinema, ou numa série de TV, até mesmo numa animação. Se eu tivesse escolha, eu gostaria que a adaptação fosse produzida por americanos, com Guillermo del Toro como produtor e Gareth Evans como diretor. O elenco teria que ser desconhecido por causa da idade dos personagens principais, mas eu vejo Kenny sendo interpretado por alguém como se fosse a versão mais jovem de Alex Pettyfer, e Kiyomi por alguém como Jessica Jung.
***
E aí, gostaram? Então fiquem de olho nas próximas postagens :)
#BlogTourDoKuromori
15/12: Papo de Estante: Rotina e segredos de autor
16/12: Bigode Literário: Jornada de herói - A literatura em sua vida
17/12: Cabine Literária: Construção de personagens e outras técnicas de escrita
18/12: Blog Recanto da Mi: Influências de um autor que começou na Marvel Comics
19/12: Caminho Cultural: Cultura japonesa x Cultura pop
20/12: Ainda não cresci: O mundo dos livros em Nova York, Tóquio e Londres














Oi, Mi!
ResponderExcluirFiquei curiosíssima para ler o livro, já tinha visto algumas resenhas antes, mas o que mais gostei foi ser baseado na cultura japonesa. Comecei a minha paixão pela leitura de verdade através dos mangás, e até hoje tenho muito admiração pela cultura asiática.
Amei conhecer um pouco mais do autor, nem acredito que ele trabalhou na Marvel! Conhecer caras como Frank Miller deve ser incrível mesmo.
Minha listinha para 2015 só está aumentando! kkk
Abraços,
Duda - My Little Wonderland
Gostei bastante, o Jason parece ser uma ótima pessoa, e realmente é como ele diz: ser ex-Marvel hoje o torna uma celebridade. Enquanto ele seguir nesse estilo de escrita, acredito que isso só irá ajudá-lo. Mas se ele se aventurar em um gênero diferente, talvez julguem mal o seu trabalho, só pelo fato dele ter trabalhado na Marvel, e por isso podem dizer que ele não saberia escrever um chick-lit, por exemplo. O que não tem nada haver, mas pode acontecer.
ResponderExcluirAutor de A Página Certa
www.laplacecavalcanti.com
Muito legal conhecer sobre o Jason, eu não sabia que ele tinha sido roteirista na Marvel. Isso é incrível! Eu ganhei A Espada de Kuromori aqui no blog, mas ainda não pude ler. Semana que vem estou de recesso e aí sim vou me jogar na leitura pq no momento estou finalizando a leitura de outros livros!
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