Sinopse: "Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente
ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de
conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria
genuína.
Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas
ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e
todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.
Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o
objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a
sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em
momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá
seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é
avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá
coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo
nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo
extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se
dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se
revelar.
Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à
literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma
história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu
personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as
idades."
A comunidade era perfeita e vivia
em harmonia. Sim, harmonia era a palavra correta, e todos desde muito pequenos
sabiam que a precisão na linguagem era algo muito importante, assim como a
precisão da fala, a obediência, desculpar-se e fornecer a resposta padrão de
aceitação de desculpas. Havia muitas regras, mas regras eram necessárias para se
manter o equilíbrio.
Jonas buscava viver conforme as normas,
mesmo com toda a apreensão de um menino Onze que, às vezes, conseguia enxergar
variações na sua visão do mundo, as quais não sabia definir. No café da manhã,
dividia seus sonhos e os interpretava junto a sua unidade familiar, da mesma
forma que à noite, realizava a partilha de sentimentos sobre o dia, analisando-os
e sanando qualquer pensamento que o incomodasse. Era um sistema impecável,
apesar de, até então, Jonas não imaginar que as coisas poderiam ser diferentes do
habitual.
Logo seria dezembro e ele
finalmente passaria pela cerimônia de Doze e receberia a Atribuição que
definiria seu trabalho até que ficasse idoso. Uma boa esposa lhe seria
designada quando a hora certa chegasse e ele deixaria sua casa, recebendo mais
adiante filhos, um menino e uma menina, e então sua unidade familiar estaria
completa. Mas então dezembro chegou, e modificou tudo.
A cerimônia de Atribuição marcava
a transição de posição para as crianças e a indicação de novos membros para
núcleos familiares. Ele se lembrava de quando sua irmãzinha Lili havia sido designada
a eles, e aquele momento fora de alegria. Agora, tornando-se um Doze, Jonas
sentia aflição. Este momento definiria o trabalho que desenvolveria quando
adulto e ele tinha consciência de que fora observado desde que era apenas um Um
para que sua determinação condissesse com suas aptidões.
Ao invés de ser o 19º a ser
chamado para receber sua função – já que fora a 19ª criança a nascer no ano em
que se tornara Um, Jonas estranhamente fora deixado por último e informado de que
uma grande honraria, concedida a poucas pessoas ao longo dos anos, seria
ofertada a ele. O menino foi escolhido pelos anciões para receber treinamento e
tornar-se o novo Recebedor de Memórias da comunidade. Um cargo que lhe renderia
um lugar no Conselho e era de suma importância para o bom funcionamento da
coletividade.
Jonas não tinha noção de o que seu
encargo significava, mas a carta que recebeu com as instruções para o início de
seu treinamento deixava claro o que vinha pela frente: Jonas estava livre para
mentir, para fazer perguntas e desobedecer às regras referentes à descortesia. Deveria
deixar de tomar qualquer medicamento imediatamente e também de relatar seus
sonhos a sua unidade familiar. Ele estava agora terminantemente proibido de
falar sobre seu treinamento com quem quer que fosse.
A partir daquele momento, ele era
um Recebedor de Memórias, e descobriria que isso significava mais do que reter
recordações dos cidadãos exemplares da comunidade. Isso significava conhecer o
mundo e receber as memórias de tudo como era Antes.
***
Como vocês já devem estar
sabendo, este livro foi adaptado para o cinema e o longa estreia hoje no Brasil,
dia 11/09/2014, e conta com nomes de peso no elenco da produção. A obra, que já
possuía uma edição no país, foi reeditada com a capa do filme, e inclui uma
entrevista com Taylor Swift.
O Doador de Memórias é uma
história interessantíssima de um mundo distópico onde os Homens foram modificando
a sociedade e o planeta em si para se enquadrar em um modelo de perfeição. Não
há livre arbítrio, não há escolhas. Tudo é definido e aceito, sem
questionamentos ou animosidades, uma vez que também não existem sentimentos.
Isso mesmo, o ser humano
tornou-se praticamente um robô, que desconhece o significado de amor, família,
paixão, impulsos e desejos. Na adolescência, quando começam a sentir atração
física, passam a receber uma medicação diária contra “Atiçamento”,que coíbe
esses impulsos até o fim de suas vidas. Não ficou claro na história, mas
acredito que sexo seja algo inexistente nessa sociedade, que recebe filhos em
cerimônias, e estes são gerados por mulheres que na cerimônia dos Doze adquiriram
a atribuição de “mães biológicas”. Sim, bizarro, eu sei. Esses bebês são
nutridos e cuidados por Criadores, que tomam conta das crianças até que tenham
se desenvolvido e encaminhados a núcleos familiares.
Tudo nessa sociedade tem um
momento exato para acontecer e uma regra a ser seguida. Meninas pequenas
precisam usar fitas nos cabelos até que passem pela cerimônia de Sete, e
bicicletas são entregues a todas as crianças na cerimônia de Nove. Cada novo
ano é marcado por algo novo em suas vidas, até o Doze, quando entram para o
treinamento de suas atribuições. Não existe idade ou aniversários, todos os
nascidos em um determinado ano passam a partilhar do número um e todo dezembro
acrescem mais um ao seu número.
Jonas é logo informado de que seu
trabalho envolve dor, porém ele não imaginava quanta. É doloroso para ele
vivenciar cada uma das memórias que lhe são transferidas pelo Doador de
Memórias, até então, Guardião de todas as memórias do mundo Antes. O menino
descobre vida, cores, aromas, violência, definições, animais, sentimentos e uma
infinidade de coisas que foram extinguidas da sociedade para se alcançar um
mundo perfeito. Mas além da dor e fascinação, Jonas também passa a questionar
os valores da comunidade atual, e deseja uma vida como era Antes. Como novo
Guardião de Memórias, Jonas pode ter o poder de modificar o que ninguém antes
conseguiu, e embarca em uma jornada de descobertas e sacrifícios.
A premissa do livro é maravilhosa
e me encantou desde o começo. Lois Lowry criou um mundo distópico muito
interessante, repleto de críticas e que nos faz pensar muito sobre o valor das
coisas. Entretanto, senti falta de um maior aprofundamento da história,
especialmente na parte final, em que acabei permanecendo com vários
questionamentos ao fim da obra por ter se mantido muito unilateral.
O Doador de Memórias foi primeiramente
publicado em 1991 e faz parte de uma série que conta com quatro volumes, mas
pelo que entendi das sinopses que encontrei, as histórias são independentes e
cada uma apresenta um mundo futurístico com características diferentes, em que
todos eles findam no volume 4, que encerra a série. Acredito que neste volume
meus questionamentos serão respondidos, afinal, é uma premissa muito boa e a
série já foi amplamente premiada lá fora.
O livro é de fácil e rápida
leitura, tendo uma editoração leve, com espaçamento duplo e margens largas, o
que o deixa mais fluido. Li o exemplar inteiro em cerca de duas horas. As
páginas são amareladas e a capa dispensa comentários, já que o pôster do filme ficou
lindíssimo. Agora, estou ansiosa para assistir a adaptação que promete ser uma
super produção, e também de ler o restante dos títulos da série, para saber
como estas histórias tão diferentes irão culminar em um grand
finale.
O Doador de Memórias - Lois Lowry
Editora Arqueiro
192 páginas
Comprar: Saraiva




Editora Arqueiro
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Uau, Dany! Gostaria de parabenizá-la pelo blog e pela excelente resenha. Você escreve muitíssimo bem, de forma clara e a leitura ficou extremamente gostosa.
ResponderExcluirEu não conhecia o livro e fiquei com muita vontade de lê-lo. A história segue exatamente o gênero que eu curto e não é nadinha clichê. Agora estou ansiosa para comprar o livro e também ver o filme.. Obrigada pela dica. ;D
Parabéns pela resenha, estou seguindo seu blog para continuar a acompanhando.
Abraços!!
www.princesadachina.com
Oi Dany, assim que saio o lançamento de O Doador de Memorias eu fiquei bastante curiosa pra saber do que se tratava, mas agora eu descobrir e fiquei super ansiosa para ler o livro, mas o filme só vou assistir quando eu ler o livro...
ResponderExcluirAbçs :)
Nem preciso dizer que adorei a resenha e fiquei com vontade de ler o livro.
ResponderExcluirFiquei curiosa com o fato de ser parecido com as outras distopias e, até mesmo, de ter a possibilidade de outras distopias terem sido baseadas nela.
Eu gosto muito desse tipo de cenário, então acho que aproveitaria a leitura. Vou colocar na minha lista de desejados.
Esse livro parece ser muito bom, pelo
ResponderExcluirmenos é essa a impressão que tenho ao ler tantas resenhas positivas,
ele já está na minha lista de desejados e futuras leituras.
http://soubibliofila.blogspot.com.br/
Esse livro deve ser fantástico, já li várias resenhas e fiquei intrigada. Com certeza está na minha lista deste mês. Só fiquei triste com a capa, não gosto muito de capas de livros relacionadas aos filmes, mas eu TENHO que ler esse livro, fiquei muito curiosa.
ResponderExcluirEstou bem curiosa com esse livro,ainda mais por conta do filme.
ResponderExcluirAdoro distopias,e essa me pareceu bem trabalhada.
Só não consigo imaginar como uma série de distopias pode ter livros individuais e com características de mundo diferentes e mesmo assim tudo se casar no final.Pra falar bem a verdade só me interessei em ler pra saber como isso pode acontecer kkkk
Bjus
Oi Dani!
ResponderExcluirComprei o livro, e já li, é uma distopia super envolvente do começo ao fim! Mais sinceramente o final me decepcionou, e muito, não que eu queria ver aquele ''FELIZES PARA SEMPRE'', mais do jeito que terminou ,ficou por isso mesmo! Espero que o filme, ano que vem seja melhor, ainda mais com a Taylor Swift interpretando a Rosemary!
Bjs Dani!
O livro parece ser ótimo, gosto muito de distopia, estou doida pra ler o livro e conferi o filme.
ResponderExcluirOi Dany, como vai?
ResponderExcluirAdorei a resenha!
Li esse livro esses dias e gostei muito.
O filme também ficou bem legal, mas com alguns pontos distintos do livro, o que eu achei até interessante! Vale super a pena.
Beijos,
www.enquantoestavalendo.com
Eu n sei pq, mas peguei uma certa birra desse livro! hahaa
ResponderExcluirNão há resenha q me faça gostar dele ou me dê vontade de lê-lo...
Não gostei da capa e gostei menos ainda do fato dele ser uma leitura de apenas duas horas...me parece pouco caprichado...=/
Não conhecia "O Doador de Memórias" até ver que ia virar filme, rsrs. Depois de Jogos Vorazes, houve um BOOOM de livros que se encaixam e literatura distópica. (Sim, eu sei que O Doador de Memórias foi publicado inicialmente em 1991), fico contente por saber de certa forma que adolescentes e o público infanto-juvenil se interessa por livros como esses. Adorei sua resenha, sempre cheia de muitos detalhes, mas sem spoilers que impeçam de fazer a leitura heueueheueheu. Não sabia que era um série de 4 livros e que era um livro de uma leitura tão rápida hehe, quero ler em breve e ver o filme também.
ResponderExcluirQuerooo muuuuito o livro e assistir o filme !
ResponderExcluirO que mais me chama atenção e que historia foi muuuito bem trabalhada
no assunto ! Isso foi ponto mais positivo que me fez obter este livro o mais rapido possivel
Tô louca de vontade de ler esse livro \o/
ResponderExcluirNão gosto muito de distopias, mas essa me interessou tanto que eu preciso urgentemente ler o livro e assistir ao filme!! Parece ser uma sociedade completamente estranha... O fato de não existirem sentimentos nem o livre arbítrio me intriga demais... Concordei muito quando você disse que parecem apenas robôs...
Amei a resenha! Ficou super detalhada e me deixou ainda mais curiosa pra ficar por dentro dessa história...
Kisses =*
Ainda não li o livro apesar dele estar na minha prateleira mas agora com a adaptação para o cinema acho que terei que adiantar minha leitura. A história parece ser bem interessante então acho que vai valer a pena.
ResponderExcluirConfesso que só fui conhecer o livro por coisa do filme, mas acabei me encantando e o Livro entrou direto na lista dos desejados .
ResponderExcluirO Livro apesar de curto aparenta ter bastante conteúdo, espero poder ler ...
Li O doador de memória em poucas horas, a leitura prende e esse mundo distópico é bem interessante. A primeira vista parece ser um livro superficial, mas a medida que lemos as mensagens se aprofundam e nos fazem questionar até que ponto devemos reclamar das nossas decepções, visto que só nos decepcionamos porque temos sentimentos. Só de imaginar esse mundo sem emoções eu vejo o quanto seria simples e ao mesmo tempo sem graça o mundo.
ResponderExcluirbeijos
Oi , Nao gosto muito de Distopias , entao nao sei se leria o livro , o livro nao me chama muito atençao , e nem faz muito o meu tipo de leitura !
ResponderExcluirnão li o livro e nem vi o filme , sla não me interessou tanto mas gostei bastante da resenha *----* não sei se vou ler mas quem sabe :3 huehue
ResponderExcluirOi Dani xD
ResponderExcluirSuas resenhas são tops da balada, rsrs. Vi o filme e ameeeeei e espero ler o livro. Pois não sei o que esperar já que dizem que os livros são melhores que os filmes. kkkkk
Beijocas, Lucas.