Sinopse: "Cinco personagens, separados pelo tempo e aparentemente sem conexão
entre si, contam a história da paixão das mulheres pelo diamante
aliás, não só das mulheres!
Revezando-se em uma ciranda de acontecimentos divertidos, infelizes,
revoltantes ou surpreendentes, a extraordinária Frances Gerety que
existiu de verdade e outros indivíduos muito especiais mostram que a
história de uma sociedade é construída por meio das relações humanas, na
intimidade dos lares. As transformações do mundo moderno nem sempre
conseguem abalar aquilo em que se acredita com todo o coração mas as
decepções com aqueles que amamos... essas podem mudar as nossas
opiniões.
Um livro diferente, que fala das muitas formas de viver o amor e que
deixa no ar uma pergunta: os casamentos são mesmo feitos para durar?"
1947 - Frances Gerety era uma mulher independente e
trabalhava em uma conceituadíssima empresa publicitária na Filadélfia. Os
tempos estavam difíceis devido à recessão, mas Frances era encarregada da conta
da agência com a De Brees, o maior fornecedor mundial de diamantes. Seu papel
resumia-se a fazer com que os diamantes continuassem a ser vendidos, mesmo em
tempos difíceis.
As coisas não eram tão fáceis para Frances, uma
mulher solteira e independente, em uma sociedade ainda bastante machista, que
optou não se casar, não desejando fazer o papel da “esposa perfeita”, como tantas
mulheres faziam nas festas da empresa. As outras viam Frances com pena, mas
este era o mesmo sentimento que Frances alimentava em relação a elas. Chegava a
ser irônico o fato de ser Frances a responsável por incutir na sociedade o
pensamento de que toda mulher deseja uma união duradoura, e que esta união deve
ser representada por um diamante.
Apesar de ser boa no que fazia, Frances era uma
procrastinadora assumida, e a criação da assinatura para as futuras campanhas
sobre diamantes nos veículos de grande circulação acabou sendo criado
preguiçosamente, depois das três horas da manhã que antecedia a apresentação da
nova campanha. “Diamantes são eternos”, é, teria que servir.
1972 – Evelyn Pearsall era uma professora aposentada que vivia com o marido Gerald e tinha todo o conforto de uma família abastada que teve apenas um filho. Não que este desse sossego a ela, uma vez que a recente separação dele com a nora que Evelyn tanto amava, estava lhe tirando o sono. Casamentos não eram para ser desfeitos, especialmente quando havia duas crianças pequenas em jogo.
Evelyn sabia bem disso. Apesar de Gerald ser seu
segundo marido, tal casamento apenas teve a chance de acontecer porque
Nathaniel, seu primeiro esposo e amor dos tempos de escola; havia morrido
tragicamente em um acidente de carro quando ambos eram ainda muito jovens.
Evelyn ostentava em seu dedo anular um belíssimo anel com dois diamantes do
casamento com Gerald, mas carregava sempre consigo o anel que um dia a uniu a
Nathaniel.
Seu maior medo, porém, já estava se concretizando:
A nora de Evelyn a informou do desejo de retornar à sua cidade natal, levando
consigo as netas que lhe eram tão estimadas. Evelyn não aceitaria a
insubordinação do filho sem lutar, mesmo que o filho já estivesse crescido o
bastante e se apaixonado por outra mulher que conheceu em uma viagem de negócios.
1987 – James e Sheila estavam casados há quatorze
anos e tinham dois filhos pequenos. Eles viviam em uma casa bastante humilde,
apesar de Sheila vir de uma família rica. Este era o maior martírio da vida de
James. Ele se sentia um fracassado e, de certa forma, até mesmo um enganador, já
que acreditava que Sheila jamais imaginaria que o bonitão da escola, por quem todas
as meninas suspiravam; se tornaria um pai de família medíocre e endividado.
Mas foram as circunstâncias da vida, James não poderia
mudá-las. Uma série de infortúnios o levou a esta situação. Ele amava a mulher
profundamente, mesmo que a sua relação tenha se tornado repleta de brigas, em
virtude da falta de dinheiro e das dívidas da casa. O fato de trabalhar durante
repetidos turnos de vinte e quatro horas na ambulância e receber menos do que o
suficiente para poder oferecer um natal decente aos seus entes queridos,
apenas o entristecia mais. Mas James não desistiria tão fácil. Ele acreditava
que um dia as coisas iriam melhorar.
2003 – Delphine tinha orgulho do belíssimo diamante
que carregava no dedo. Ela havia se casado com P.J. após abandonar o marido na
França, e com ele se mudou para os Estados Unidos. Ao longo dos mais de dez
anos de casamento, ela fez o possível para se adequar à vida na cidade que
nunca dorme, e também transformar a casa daquele violinista com profunda alma
de artista em um lar.
Isso até ela descobrir que foi traída, e apesar de
estar determinada a desaparecer da vida do marido, ela não faria isso sem um grand finale. Munida da chave do
apartamento, garrafas de vinho e uma tesoura afiada, Delphine estava certa de
que o marido traidor jamais iria esquecê-la. Ela havia construído aquele lar
para os dois, não para que fosse desfrutado por ele e outra pessoa. P.J. não
perderia por esperar.
2012 – Os pais de Kate se separaram quando ela
ainda estava no colegial, e o conceito de casamento acabou se tornando algo
bastante distorcido para ela, que nunca superou o divórcio na família. Ela não
via sentido no dinheiro gasto em uma única cerimônia que duraria apenas algumas
horas, afinal, existem crianças passando fome na África. Além disso, um papel
não era garantia de estabilidade e compromisso, e um diamante decididamente não
representava uma promessa de felizes para sempre em sua opinião.
Ela e Dan viviam juntos há tempos e tinham uma
filhinha de dois anos. Ambos detestavam a pressão da família e dos amigos para
que o casamento fosse oficializado, mas Kate se sentia feliz por Dan partilhar
do pensamento de que não seria um papel e um anel do dedo que afirmaria o
quanto eles se amavam e o quão real era a sua relação.
A casa dos dois estava lotada de parentes que
vieram para a cidade para participar do casamento do primo de Kate. Apesar de
se tratar do primeiro casamento homossexual da família, ela se surpreendeu com a
animação de todos, especialmente do primo Jeff, que desejava uma cerimônia
luxuosa com direito a dois anéis de diamantes, um para cada noivo. Apesar de
feliz pelo primo, ela considerava um desperdício todo o dinheiro investido para
oficializar algo que pertencia apenas aos dois, mas Jeff insistiu em seguir o
protocolo de uniões oficiais e ter a noite mais feliz de sua vida.
***
Quando a Mi me ofereceu o livro O Diamante para
resenhar, fiquei um tanto assustada. As quase quinhentas páginas repletas de letras
miúdas revelavam uma maratona de leitura pela frente. A obra é dividida em
partes que são introduzidas por textos relativos a diamantes, e cada trecho
contém cinco capítulos, intitulados com os anos cujos acontecimentos representa. Em
cada ano, é narrada em terceira pessoa a história de vida e de relacionamentos de um
diferente protagonista.
Parece estranho, e admito que achei bastante cansativo
a princípio, especialmente porque tenho essa mania de precisar devorar os livros
rapidamente. Mas se você se der o tempo de apreciá-lo como um livro de
cabeceira para ler um capítulo por noite, não se torna tão pesado assim. A
maior dificuldade é, na verdade, após o término do quinto capítulo de
determinada parte, retomar a história que havia sido deixada muitas páginas
antes.
De forma geral, O Diamante relata a vida de cinco
protagonistas, de diferentes épocas, focando-se em suas relações amorosas e
familiares e nas situações que os levaram a posição em que se encontram agora.
Todas as histórias são bastante distintas entre si, mas conforme a leitura
progride, cada uma cativa o leitor de maneira divergente.
Durante boa parte do livro, fiquei me perguntando
se algumas dessas histórias acabariam se tornando mais interessantes, uma vez
que já havia elegido as minhas preferidas, mas, na última parte, detalhes
acabam conectando todas elas, mesmo se tratando de fatos ocorridos em períodos
tão diferentes. É muito interessante também observar como a imagem do casamento,
e dos relacionamentos em si, foi mudando ao longo das décadas. Todas essas
diferenças são contadas tendo o diamante como um personagem, às vezes, muito
significativo, e às vezes, sem muito valor. Afinal, qual o papel do diamante na
vida dos casais e das pessoas?
Sem dúvidas a trama que mais me chamou a atenção
foi a da primeira narradora, especialmente por se tratar da única história
verídica do livro. Frances Gerety foi uma publicitária célebre em sua carreira
como responsável por movimentar o mercado de diamantes. Seus feitos na formação
de opinião através dos trabalhos realizados são notórios, assim como sua vida
cheia de experiências singulares. Foi surpreendente descobrir que a pessoa
responsável pela ideia de que uniões merecem ser celebradas com diamantes
acabou sendo uma solteira convicta durante toda a sua vida.
O Diamante é um livro delicado, de histórias nem
sempre felizes, mas com personagens intensos e que valorizam o amor em todas as
suas formas. Esta foi, para mim, a maior mensagem do livro. Não importa a sua
forma, o que importa é o amor, mesmo que nem tudo seja perfeito e duradouro como
um diamante.
O Diamante - J. Courtney Sullivan
***
Essa postagem está concorrendo ao TOP COMENTARISTA DE AGOSTO.
Clique AQUI e saiba como participar.
Essa postagem está concorrendo ao TOP COMENTARISTA DE AGOSTO.
Clique AQUI e saiba como participar.











Oieeeee.
ResponderExcluirJá vi sobre o livro por ai, mas é a primeira resenha que leio.
Grande e com letras pequenas? Triste! rs
Mas ao final eu gostei e acredito que um dia o lerei, gosto de algo que me faça senti e refletir.
Beijos
http://fernandabizerra.blogspot.com.br/
Olá Dany,
ResponderExcluirComo vai você?
Gostei muito da sua resenha, apesar de ficar um pouco preocupada com o fato do livro possuir histórias que nem sempre são felizes. Acho que normalmente, eu gosto de ler finais felizes, haha.
Mas enfim, se eu tiver a oportunidade de ler esse livro um dia, eu lerei para conferir e ver o que eu vou sentir.
Beijos
Adorei a resenha e o livro parece bem intenso, e eu lembrei do livro da Jojo Moyes, " como eu era antes de você", que enlaça as diferentes épocas com um objeto em comum. Beijo ;)
ResponderExcluirOi Dany, como vai?
ResponderExcluirEsse livro não desperta a minha atenção por diversos motivos, mas o principal deles é a premissa que não me agrada. Tenho certeza de que não é um livro que eu iria gostar de ler. Beijos!
http://euvivolendo.blogspot.com.br/
Ja havia ouvido falar desse livro,achei a capa fofinha,e pela sua resenha vou adorar ler-lo ^^
ResponderExcluirAchei bem interessante , principalmente pelo fato da personagem Kate pensar igual a mim sobre casamentos, fiquei bastante interessada no livro, sem falar que a capa é muito linda .
ResponderExcluirOlhando a capa do livro pensei que fosse um chick-lit mas depois lendo a sinopse e a resenha vi que é uma história mais complexa,rs. A história em si não me agradou muito, mas quem sabe um dia eu resolva ler e me surpreender? Bjs.
ResponderExcluirDiamante tem uma historia bacana !
ResponderExcluirSomente cinco personagens fica mais facil de ler
Oi,
ResponderExcluirGosto de livros assim contados por vários personagens, mas esse não me chamou muito a atenção.
Como assim 500 folhas de letras miúdas? Já não sou fã de livros grandes, com letras pequenas ainda, Deus me livre. HAHAHAHA
www.enquantoestavalendo.com
Desde que vi esse livro entre os lançamentos do mês, não me interessei. E, lendo essa resenha, ainda não consegui me convencer. Primeiro porque achei bem confuso, depois porque não me interessei pela premissa. Enfim, acho que não o lerei.
ResponderExcluir@_Dom_Dom
Oi Dany,
ResponderExcluirMeu ritmo de leituras já anda bem lento por causa da faculdade e livros com fonte pequena que necessitem de tempo para compreensão não estão entre minha meta de leituras, quem sabe em outros tempos? kkkk
Beijocas ^^
Parece uma leitura muito gostosa, Dany. Mesmo sendo grande, longa e com as letras miúdas rs.
ResponderExcluirNunca vi nada envolvendo uma agência que fornecem diamantes. A premissa é totalmente inovadora, diferente no meu mundo e eu gostei disso.
M&N | Desbrava(dores) de livros