“Eu queria iniciar alguma comunicação com os piratas que não se
limitasse às ordens que eles gritavam e eu obedecia (ou fingia
obedecer). Qualquer treinamento para casos de reféns recomenda: não
afronte demais os sequestradores nem pareça submisso demais. Mantenha sua dignidade
era uma frase que ficara na minha memória. Se você ficar gritando com o
chefão ou choramingando num canto, dá um motivo, uma razão a mais para
eles meterem uma bala na sua cabeça. Resolvi que agiria simplesmente
como eu mesmo. Isso vinha funcionando até aquela altura da minha vida.
Decidi confiar nos meus instintos e esquecer qualquer ideia quanto ao
refém perfeito.”
Richard Phillips nunca se deixou intimidar por ninguém. Desde a
adolescência, era conhecido como um cara durão e dono de uma natureza
rebelde. No colégio, embora gostasse de esportes, não aceitava a
disciplina da vida de atleta, sendo um problema para os técnicos do time
de futebol americano. Um deles lhe disse que pretendia transformá-lo em
capitão da equipe, mas Phillips só queria se divertir e trocou o jogo
por um lugar na banda da escola. Outro treinador perguntou o que ele
faria se fosse deixado no banco de reservas durante a temporada inteira,
ao que Phillips respondeu sem hesitar: “Vou ficar.”
Diziam que o rapaz não chegaria a lugar nenhum na vida e, por um tempo, aquilo pareceu verdade. Phillips teve uma série de empregos sem futuro, como segurança em uma empresa de tecnologia aeroespacial, transportador de cheques de bancos locais e motorista de táxi. E foi como taxista que vislumbrou, pela primeira vez, a possibilidade de entrar para a marinha mercante. Após receber uma boa gorjeta de um marinheiro, ficou impressionado com as roupas caras e o desprendimento do homem em partir sozinho para a noite em uma cidade estranha e concluiu que aquela era a vida que desejava.
“Todos os caras que conheci na marinha mercante tinham histórias
parecidas com a minha. Não éramos os primeiros da turma. Éramos aqueles
que chegavam ao colégio em motocicletas caindo aos pedaços, jogavam na
linha ofensiva e bebiam no Fells, o bosque das proximidades, onde a
garotada se reunia. Fazíamos o que queríamos. Éramos os rebeldes que se
recusavam a seguir ordens.”
Assim, quando o Maersk Alabama foi abordado por piratas
somalis em abril de 2009, os bandidos não encontraram uma tripulação
indefesa e inclinada a entregar os pontos. Eles encontraram um capitão
que faria tudo para proteger seus tripulantes e derrotar os oponentes." Fonte.
Desde que assisti ao filme Capitão Phillips, fiquei interessada em conhecer um pouco mais sobre esse personagem que foi inspirado em Richard Phillips e posso assegurar a vocês que, se o filme foi fiel aos fatos, Capitão Phillips é um verdadeiro herói.
Foi impressionante de ver como ele conseguiu lidar com a situação toda, não só do sequestro do navio, mas como o dele próprio e a forma com a qual ele tentou se relacionar e chegar a um acordo com os somalianos. O homem é um líder nato, firme em seus propósitos e com um senso de dever e responsabilidade imensos.
Se um dia eu estiver à bordo de um navio, queria muito que o Capitão fosse como Richard Phillips, pois estaria certa de que estaríamos seguros, independente do que pudesse acontecer. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler o livro, Dever de Capitão, escrito por Richard. Apenas assisti a adaptação cinematográfica chamada Capitão Phillips, que super recomendo. Tom Hanks está excepcional no papel do Capitão. Quem tiver a oportunidade, veja o filme. Assim que puder, lerei o livro.
Quem tiver interesse, confira AQUI a resenha que fiz sobre o filme Capitão Phillips.
Beijos, Mi










Nossa o capitão é demais,
ResponderExcluirnunca assisti o filme mas fiquei bem curiosa, mais ainda em saber
que existe um livro.. Gosto de livros e filmes que retratem bons líderes, gosto de tê-los com exemplo...
Vou tentar ler ou assistir a história desse capitão.
http://soubibliofila.blogspot.com.br/
Eu também gosto Del.. e fiquei encantada com a coragem e bravura desse homem. Beijos
ExcluirConfesso que não o conhecia
ResponderExcluirMas gostei bastante do post
Foi uma ótima dica
Já estou seguindo ;)
Beijos
@pocketlibro
http://pocketlibro.blogspot.com
Preciso assistir ao filme. Já sabia que seria bom desde o encontro com a Intrínseca na Bienal. A Helo falou tão bem sobre ele que fiquei louca, não só pelo livro, mas também pelo filme.
ResponderExcluirBeijos.
Confesso que ainda não li o livro, mas morro de vontade. Beijos
ExcluirEu gosto muito de assistir a filmes, mas ainda não me me interessei em assistir ao filme.
ResponderExcluirEspero que um dia tenhas vontade e goste. Beijos
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