Oi gente, li esse texto da escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, no site da Editora Intrínseca, e adorei. Quem assim como eu é aspirante a escritor ou já é escritor profissional, vai se identificar com o que ela fala.
Realmente não tem alegria maior do que por no papel nossos sentimentos, nossas ideias. Não tem alegria maior do que vê-las tomando forma. Não tem alegria maior do que sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, pelo nosso talento, pelo que gostamos de fazer. Ainda irei realizar esse sonho. Não especificamente o sonho de ter um livro meu publicado. Ok, é óbvio que ia adorar, que ia ser emocionante demais, que aspirante a escritor não sonha com isso? Mas o sonho de ver um livro meu finalizado, de poder dar aquele suspiro ao escrever a última linha, de ter o sentimento de missão cumprida, de me emocionar ao reler a história, de ver os personagens ganhando vida. Isso não tem preço. E essa com certeza será uma das minhas metas para 2014.
"Escrever um romance é abrir uma porta para o outro lado da vida,
escrever um romance é a possibilidade de, na ficção, desconstruir,
recriar, entender, relembrar e até mesmo desprezar a vida real. Existem
autores que só escrevem sob pressão, autores que se arrastam até as suas
mesas, extraindo as palavras da própria carne sem anestesia. Alguns
autores só começam um livro quando ele está pronto, inteirinho dentro
das suas mentes, outros escrevem como quem se aventura, desfiando a
história página por página. Existem romances de todos os tipos, assim
também é com os autores. Eu gosto muito de um poema de Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura — A alegria da escrita
— que diz assim: “… Então existe um mundo assim, sobre o qual exerce um
destino independente? Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?
Existência que, a meu comando, não terá fim? A alegria da escrita… A
Vingança de uma mão mortal.” Ah, que poder tem o autor sobre os seus
personagens, e todo o sofrimento, todas as dúvidas e todo o medo se
desvanece quando, tal como um corredor numa maratona, chegamos ao final
da nossa história. Eu penso como Wislawa: antes do livro na gráfica, do
leitor e do mercado editorial, escrever é uma alegria que eu tenho nesta
minha vida. Ora, Wislawa, que faleceu no ano passado, era uma poeta
reservada, com um olhar tão arguto sobre a vida que chegava a beirar o
cinismo. Em seu discurso em Estocolmo, ela disse: “… ainda não faz tanto
tempo, os poetas se esforçavam para nos escandalizar com suas roupas
extravagantes e seu comportamento excêntrico. Tudo isso era só para
encher os olhos do público. Sempre chegava a hora em que os poetas
tinham de fechar a porta atrás de si, despir suas capas, seus
penduricalhos e outras parafernálias poéticas e enfrentar — em silêncio,
com paciência, à espera de si mesmos — a folha de papel ainda em
branco. Pois, no final, é isso o que de fato conta.” Assim também é para
nós, escritores. Um livro sempre nasce de um longo encontro com nós
mesmos. E depois, como se um ciclo se encerrasse e outro naturalmente
começasse, o livro ganha a rua, ganha o mundo e os seus leitores, e
outros encontros acontecem, experiências tão múltiplas e diversas que,
se um dia pudessem ser compiladas, deixariam o atordoado autor de
cabelos em pé. Sal,
meu novo romance, chegou às livrarias há apenas três dias. Que um pouco
da alegria, do estupor e da surpresa que eu tive ao escrevê-lo alcance
os leitores, é tudo o que eu desejo agora." Fonte.










Acredito que escrever tenha toda essa magia,
ResponderExcluireu sou mais leitora, mas nem por isso deixo de notar o quão incrível é ter a capacidade de criar e conquistar o leitor... Admiro muito os escritores e os aspirantes também, escrever é uma arte, arte esta que eu aprecio amplamente, mesmo que só admirando e me deliciando com o trabalho final.
Já falei aqui que amo a forma como você escreve, por isso desejo que você consiga realizar seu sonho, e quando publicar o seu livro, eu farei questão de adquirir o meu exemplar.
http://soubibliofila.blogspot.com.br/
Oinnn Del, que comentário queridooo.. fiquei muito emocionada viu! Queria tanto ter a garra de pelo menos concluir as minhas escritas e chegar ao fim das histórias que crio. Sério, não sei qual bloqueio que tenho em relação a isso. Acho que é porque escrevo de forma tão crítica e comparativa a outros textos que amo que não consigo ir para frente. Mas também espero que 2014 seja um ano de realização para mim nesse sentido. E vou adorar autografar seu exemplar viu! Beijos amados.
ExcluirQue lindo!
ResponderExcluirAcho que a magia de escrever está em encantar o leitor, quando um autor consegue me fazer fantasiar e querer estar dentro da história é quando eu acho que o livro é mágico.
Escrever é complicado, exaustivo, mas dá um prazer. Meu livro não está nem na metade, mas os retornos que tenho dos amigos me motivam e me fazem querer criar esse mundo mágico.
Adorei o texto :)
Beijos,
http://www.segredosentreamigas.com.br/
Verdade Bah, quando o texto nos prende, dá para dizer que ele fez a diferença e que o autor foi bem sucedido na sua empreitada. Boa sorte nos seus textos também! Nada melhor do que um feedback positivo para que tenhamos mais motivação para continuar escrevendo. Beijos
ExcluirGente, ela é a autora de Sal, não é?!
ResponderExcluirCristo, até para escrever sobre escrever ela emociona! Que palavras sábias, que poema sensacional!
Desejando o livro dela já!
Escrever é uma arte e cada um desenvolve uma técnica... eu só escrevo sob inspiração, seja ela qual for... Mas é engraçado como realmente os textos, as personagens parecem estar em um mundo paralelo onde temos o controle através de palavras... podemos a qualquer momento mudar a vida deles, dar-lhes sofrimento ou cessá-lo... rs escrever é apaixonar-se pela vida de forma a desejar viver várias delas em diversas situações diferentes, desafiando o destino...
Adorei conhecer esse texto dela!
Um beijão
Chrys Audi
blog Todas as coisas do meu mundo
Sim, ela mesmo.. hehe Ela é demais, sou suspeita, porque me apaixonei por sua escrita. Lindo o que você escreveu amiga, amei! Beijos
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